Sebrae vai lutar pelo empoderamento econômico feminino

Entidade junta-se à ONU Mulheres e ao Pacto Global das Nações Unidas

Publicado em 31/07/2018
duas mulheres, uma negra e outra loira, sentadas em uma mesa, tomando café e discutindo negócios

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) assinou a carta de adesão aos “Princípios de Empoderamento das Mulheres”, da ONU Mulheres e do Pacto Global das Nações Unidas. A adesão visa fortalecer mulheres a participar de forma plena da vida econômica brasileira em todos os setores e níveis.

"Este é um ato de grande simbolismo para as mulheres e para o Sebrae. Temos a capacidade de agir de forma efetiva na economia em todo o país, seja no Amazonas ou em São Paulo. Ele ajuda a deixar mais clara a nossa proposta, que é o empreendedorismo transformador. E as mulheres têm essa capacidade de transformar", disse Heloisa Menezes diretora técnica e presidente em exercício da instituição.

Com essa decisão, o Sebrae passa a integrar um grupo de mais de 170 entidades públicas e empresas que incorporaram em seus negócios valores e práticas que visam a equidade de gênero e a consolidação do papel das mulheres na sociedade e na economia.

Para Nadine Gasman, representante da ONU Mulheres Brasil, “a adesão do Sebrae possibilita fortalecer o empoderamento econômico das mulheres a partir de ações específicas para a igualdade de gênero, raça e etnia e o fechamento de brechas que impedem as mulheres de obter a rentabilidade máxima do seu trabalho e da geração de riquezas equilibrada nas cadeias produtivas”.

Hoje, as mulheres representam 24 milhões de empreendedoras no Brasil, contra 25,4 milhões de homens. No entanto, entre os pequenos negócios iniciados nos últimos três anos e meio, elas lideram o ranking, com 14,2 milhões - os homens somam 13,3 milhões.

Apesar disso, elas ainda ganham menos que os homens, mesmo sendo mais escolarizadas. Estudos comprovam que, caso as mulheres tivessem o mesmo papel de homens nas empresas, isso representaria um acréscimo de 25 trilhões no mercado, ou 26% do PIB global anual até 2025. 

Foto: Reprodução/Pixabay