Rihanna proíbe Trump de utilizar suas músicas em eventos

Decisão da cantora conta com o apoio da Broadcast Music Inc.

Publicado em 12/11/2018
rosto-da-cantora-rihanna-com-cabelos-soltos

Foto: Shutterstock.com

A cantora Rihanna proibiu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de utilizar suas músicas em comícios e eventos institucionais. A advertência pública foi feita através das redes sociais, após a canção “Don’t Stop the Music” ter sido utilizada em diversas campanhas de Trump, de acordo com o site TMZ.

Rihanna teve o apoio da Broadcast Music Inc.

Segundo apuração da imprensa internacional, a artista se diz contrária às políticas do atual presidente norte-americano, e seus advogados solicitaram oficialmente ao staff do republicano que pare de reproduzir as canções de Rihanna, ameaçando processos sobre o uso indevido de propriedade intelectual.

A briga judicial não parecia tão simples, mas a cantora contou com o apoio da Broadcast Music Inc. (BMI), uma das organizações responsáveis pelos direitos autorais para compositores e produtores dos Estados Unidos. Compreendendo que cláusulas específicas da legislação poderiam favorecer Trump, a BMI divulgou na última sexta-feira (9) que vai remover as músicas de Rihanna do catálogo de canções que permitem utilização pública sem autorização, o que, na prática inviabiliza as ações do presidente. A informação é do jornal Los Angeles Times.

Não foi a primeira demonstração de engajamento político da cantora. Segundo o site Entertainment Tonight, recentemente Rihanna recusou o convite para cantar em 2019 no tradicional show de intervalo no Super Bowl, final da liga de futebol americano. A recusa foi uma demonstração de apoio ao jogador Colin Kaepernick, afastado desde 2016 após protestar contra o racismo nos EUA.

Outros cantores também desautorizam Trump

Sobre a utilização de músicas em comícios de Trump, Rihanna não está sozinha. Recentemente, Axl Rose, vocalista do Guns N’ Roses, também proibiu o uso da música “Sweet Child o’ Mine” nos eventos de Trump. Outros cantores, como Pharrell Williams e Steven Tyler também já impediram o presidente dos EUA de tocar suas canções em comícios.