Pesquisa: garotas não se exercitam por vergonha do corpo

Estudo Dove afirma que 75% já evitaram praticar atividades físicas

Publicado em 09/10/2017
menina solitária sentada em uma quadra

Uma nova pesquisa realizada pela Dove mostrou que 54% das meninas não têm boa autoestima e que 75% já evitaram praticar uma atividade por sentir vergonha do corpo. A informação é de um novo estudo global, com mais de 5 mil garotas, entre idades de 10 e 17 anos, de 14 países: Índia, Estados Unidos, Reino Unido, Brasil, China, Japão, Turquia, Canadá, Alemanha, Rússia, México, África do Sul, Austrália e Indonésia. 

A pesquisa Dove revelou que possuir um nível mais elevado de autoestima corporal exerce impacto duradouro sobre a autoconfiança de uma menina, como sua resiliência e satisfação com a vida na fase em que ingressa na idade adulta. Em contrapartida, as meninas com baixa autoestima corporal podem se afastar de atividades fundamentais para a construção de uma vida sadia, como a convivência social, praticar esportes ou a participação em clubes.

O estudo usou a escala de Mendelson, composta de 18 afirmações, das quais as meninas assinalavam quanto se identificavam com afirmações negativas, como "há muitas coisas que eu mudaria em minha aparência, se pudesse", ou afirmações positivas, como "tenho orgulho de meu corpo". A partir disso, receberam uma nota geral de "autoestima corporal".

O estudo constatou que, em todo o mundo, cinco em cada dez meninas (55%) deixam de passar tempo com seus amigos e sua família, de participar de atividades fora de casa ou de tentar entrar em um time ou clube quando não estão satisfeitas com sua própria aparência. Essa porcentagem sobe para três quartos (75%) quando adicionadas as meninas russas e indonésias.

No âmbito nacional, mais da metade das garotas brasileiras (52%) também não têm confiança corporal alta. Desse número todas evitam socializar com amigos e familiares, participar de atividades fora de casa e tentar fazer parte de times de esporte ou grupo de atividades. 

Algumas conclusões mais positivas

Menina praticando yoga

Apesar das pesquisas anteriores que sugeriram que mídias sociais baseadas em imagens, como o Instagram, podem estar tendo impacto negativo sobre a saúde mental dos jovens, o estudo da Dove sugere que as meninas podem estar usando as redes para aumentar sua autoconfiança corporal.

A pesquisa revelou que as meninas enxergam as plataformas como formas para expressar sua individualidade com confiança. Metade delas (51%) disseram que se sentem mais confiantes interagindo com as pessoas online.

Outro dados também mostram constatações positivas: oito em cada dez (82%) meninas acham que há algo nelas que é belo, e quase todas (80%) se sentem mais autoconfiantes depois de fazer coisas que as deixam felizes com elas mesmas, seu corpo e sua saúde, como leitura ou exercícios físicos.

Por abranger vários países do mundo, a ideia da pesquisa foi representar a diversidade de meninas em matérias de cultura, crenças, pressões sociais e desenvolvimento econômico e tradições ligadas à beleza. 

Fotos: Divulgação/Pixabay