#PayMeToo: movimento luta por igualdade salarial

Iniciativa é encabeçada pela deputada inglesa Stella Creasym

Publicado em 11/04/2018
Stella Creasym

Mulheres da Inglaterra estão liderando um movimento pela luta de igualdade salarial: #PayMeToo - que faz alusão à campanha “#MeToo”, contra o assédio sexual em ambiente de trabalho. A política, encabeçada pela deputada Stella Creasym, compartilha dados e dá suporte para as mulheres exigirem os seus direitos. 

O foco do #PayMeToo é acabar com a diferença salarial entre homens e mulheres pressionando as empresas. A campanha dá sequência a um relatório da Comissão de Igualdade e Direitos Humanos que encontrou culturas de assédio sexual no local de trabalho, agressão e intimidação e disparidade salarial no Reino Unido. Dados revelaram que cerca de 78% das empresas pagam às suas funcionárias mulheres menos do que aos homens. 

A campanha tem um site que oferece auxílio para as mulheres e informações vitais sobre a desigualdade salarial evidente em diversas empresas. O site ainda pede que as funcionárias compartilhem a pesquisa #PayMeToo nas redes, em um esforço para impulsionar futuros debates parlamentares no país.

"Converse com seus colegas de trabalho sobre pagamento - descubra o que eles ganham. Junte-se a um sindicato, ou se você estiver em um sindicato, converse com seus representantes do sindicato sobre o que eles estão fazendo em igualdade de remuneração. Leve as informações para uma rede de mulheres, se você tiver uma. Senão, comece uma rede", explica o site. 

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No Brasil e no mundo

 

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O #PayMeToo ainda não foi muito disseminado no Brasil, mas pode iniciar com você! Um estudo feito pela Organização Internacional do Trabalho, divulgado no dia 8 de março de 2018, revelou que a população precisa se unir ainda mais e debater a igualdade salarial. Se o ritmo se manter como está hoje, para se ter uma ideia, conquistaremos os nossos direitos só em 70 anos! No país, as mulheres ainda ganham 22% a menos que os homens, taxa que, dependendo da profissão, pode chegar a 40%.

Mas nos EUA existe o Dia da Igualdade Salarial, que acontece toda segunda terça-feira do mês de abril. O dia foi iniciado pelo Comitê Nacional sobre Equidade Salarial (NCPE) em 1996. Isso porque o salário médio anual para uma mulher que ocupa um emprego em tempo integral durante o ano todo é de US$ 41.554, enquanto o do homem é de US$ 51.640.

Foto: Reprodução/Pinterest