Outubro Rosa reforça a importância da prevenção

Campanha movimenta diversos setores da sociedade

Publicado em 02/10/2018
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Foto: Corrida pela Cura é realizada anualmente em Nova York, nos Estados Unidos, desde 1990 (crédito/Susan G. Komen Breast Cancer Foundation)

Chegou o Outubro Rosa! A cada ano, essa é uma ótima oportunidade para refletir e agir na prevenção do câncer de mama e de colo de útero. Com o objetivo de conscientizar o maior número de pessoas e incentivar o debate sobre o tema, o Outubro Rosa já é uma realidade no Brasil, movimentando empresas, ONGs, espaços públicos e a sociedade civil em torno da mesma causa.

Origem nos EUA e popularidade internacional

O Outubro Rosa começou nos Estados Unidos, em 1990, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure chamou a atenção da população sobre o assunto ao distribuir um laço cor-de-rosa para cada participante da Corrida pela Cura, em Nova York. Desde então, a corrida é realizada anualmente e o Congresso Americano promoveu outubro como o mês oficial da campanha, iniciativa que logo repercutiu em outros países.

No Brasil, uma das primeiras ações registradas aconteceu em 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo (SP) foi iluminado em cor-de-rosa, trazendo os brasileiros para o debate. De lá para cá, é comum ver os principais monumentos e prédios espalhados pelo Brasil decorados com o tema do Outubro Rosa.

Objetivos da campanha: informar e prevenir

Um dos principais intuitos do Outubro Rosa é promover o debate e fomentar informações sobre o câncer de mama e de colo de útero. Quanto mais o tema for discutido, mais pessoas estarão engajadas na prevenção. Também, para os que já sofrem com a doença, é importante encontrar apoio e motivação para continuar o tratamento da melhor forma.

O Outubro Rosa tem uma grande contribuição ao incentivar os cuidados essenciais para a nossa saúde. Especialistas sugerem o autoexame mensal, mas também reforçam a necessidade de exames clínicos das mamas a cada três anos, para mulheres na faixa de idade entre 20 e 40. A partir daí, é recomendável o exame anual.

A mamografia é sugerida aos 35 anos e depois aos 40. Repete-se o procedimento a cada biênio, até que a mulher complete 50 anos e continue anualmente. Todos esses exames podem efetuar um diagnóstico precoce, ajudando o paciente a começar logo o tratamento, se preciso.

O processo de prevenção também é acompanhado por hábitos saudáveis, como manter uma dieta balanceada e reduzir o consumo de alimentos gordurosos, bebidas alcoólicas e cigarro. Exercícios físicos regulares são bem-vindos, assim como amamentar e manter o peso corporal adequado.

Diagnósticos precoces podem fazer a diferença

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), há a projeção de quase 60 mil casos de câncer de mama no Brasil, entre 2018 e 2019, número ligeiramente maior do que em 2016. Dessas ocorrências, aproximadamente 99% são em mulheres. É o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma.

Mesmo sendo um assunto delicado, é preciso tratá-lo com otimismo. Não apenas os avanços tecnológicos auxiliam a medicina nas formas de combate ao câncer de mama, como também as estatísticas positivas falam alto. Estima-se que 95% dos casos diagnosticados precocemente têm chances de cura, um número para trazer boas perspectivas.

O Outubro Rosa é uma campanha de interesse geral da população e todos são responsáveis por contribuir na divulgação do tema, fomentando a informação e a prevenção do câncer de mama e de colo de útero.