Publicado em 04/11/2016

Opinião do Bar | O verdadeiro custo da moda

Refugiados sírios são encontrados em condições de exploração em fábricas de grifes famosas

Postado em: Opinião

Por Natália Lins

No último dia 25 foi divulgada pela BBC uma reportagem revelando a triste realidade que muitos refugiados sírios vêm sendo submetidos na Turquia, um dos países que mais recebe refugiados no mundo. De acordo com dados da ONU, existem mais de 4,8 milhões de sírios fugindo da guerra e cerca de 2,7 milhões são acolhidos pelo país.

A emissora britânica resolveu investigar após ter recebido diversas denúncias. Através de câmeras escondidas foi possível descobrir que uma fábrica responsável por produzir roupas para a marca Marks and Spencer e para o e-commerce Asos mantinha diversos refugiados trabalhando ilegalmente e, entre eles, quatro sírios menores de idade.

Com salários irrisórios de aproximadamente uma libra por hora e turnos compostos por mais de doze horas, as condições de trabalho dessas pessoas se apresentaram extremamente precárias e exploratórias. E não pense que não se dão conta disso, pois eles têm total consciência de que estão sendo severamente explorados, mas infelizmente não estão em posição de fazer exigências.

Outros locais investigados foram as fábricas da Mango e da Zara, e lá também foram encontrados refugiados sírios trabalhando ilegalmente. Além de uma jornada de mais de 12 horas diárias, eles manuseavam produtos químicos sem o devido material de proteção.

Quando procuradas pela produção do programa, a Marks and Spencer e a Mango afirmaram que as vistorias são feitas com frequência e que nunca encontraram irregularidades. No caso da Asos, a empresa alegou ter descoberto os refugiados apenas após a reportagem e informou que os retirou da condição de exploração. Já a Zara garantiu que até dezembro exterminaria esse tipo de situação.

Essa dura realidade infelizmente é encontrada em todo o mundo e não apenas em países em desenvolvimento. Grandes marcas como Apple, Coca-Cola, Nike, Hershey's, Nestlé e Victoria's Secret também já estiveram envolvidas com a polêmica do trabalho escravo e a exploração infantil. Na busca desenfreada pelo lucro máximo, é ignorado o valor da vida humana, obrigando esses adultos e crianças a se rebaixarem e aceitarem essa condição.

Na maioria das vezes, nós, consumidores, por falta de informações e conhecimento, não temos ideia de tudo que está acontecendo para que uma roupa, um sapato ou até mesmo um chocolate, cheguem em nossos armários. Dessa forma, acabamos nos tornando cúmplices deste sistema que incessantemente cria vítimas todos os dias.

Existem algumas formas de não incentivar essa prática, uma delas é utilizar o aplicativo Moda Livre, uma ferramenta que monitora e avalia as principais lojas de roupa do país e também pequenas empresas que já foram flagradas em casos de trabalho escravo. Essa iniciativa faz parte da campanha global Fashion Revolution, que promove eventos pelo mundo para conscientizar as pessoas sobre o verdadeiro custo da moda e seus impactos.

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