Opinião do Bar | O que você faz por 2017?

Novo ano começa repleto de esperanças de melhora depois de 2016

Publicado em 05/01/2017
Opinião do Bar | O que você faz por 2017?

A virada do ano passou, entramos em 2017, e todos os votos são para que os próximos trezentos e tantos dias sejam melhores do que os vividos em 2016. Diante de tantas tragédias, mortes inesperadas, instabilidade política no cenário brasileiro e um panorama econômico delicado, o desejo por mudança é inevitável. E depositamos nossas esperanças neste futuro.

Há quem já veja nas notícias trágicas deste início de ano - o massacre na prisão no estado do Amazonas e o crime de ódio que matou uma família em Campinas (SP) - um sinal de mau agouro para este ciclo. Mas se formos analisar, qual é a diferença entre dezembro e janeiro? A barreira entre um ano e outro é puramente ilusória. Se as coisas não vão bem hoje, não seria por uma alteração de calendário que vão mudar magicamente. 

Em 2016 tivemos eleito um homem intolerante e misógino como o presidente da maior nação do mundo e um acidente de avião que levou a vidas de atletas e jornalistas, vários deles a caminho da realização de um sonho. Mas em 2016 também tivemos um dono de petshop que fez sucesso na internet ao ser filmado dançando com um cachorrinho enquanto lhe dava banho. Cristãos foram à Parada Gay espalhar mensagens de amor e tolerância. Uma dentista ofereceu um tratamento gratuito a um guardador de carros que foi gentil com ela.

Todos os dias, independentemente do número que aparece no calendário, tragédias e atitudes maravilhosas estão presentes. E nós estamos no meio de tudo isso, causando, sendo vítimas ou nos posicionando com indiferença. Pode parecer mensagem pronta de Ano Novo, mas sim, 2017 vai depender de você e cada um de nós. Cada dia que escolhemos oferecer amor e gentileza, deixamos de lado aquele insulto que estava na ponta da língua e tentamos nos colocar no lugar do outro antes de julgar, estamos melhorando um pouco nossa vida e a de quem está do nosso lado. Pode parecer pouco, mas acredito na máxima "gentileza gera gentileza".

Mortes e acidentes por causas naturais podem não mudar com nossa postura, mas o mundo e 2017 podem ser um pouquinho melhores por causa das nossas atitudes diariamente. 

Por Aline Guevara