Opinião do Bar | Já vai tarde, 2016

Ano foi marcado por guerras, mortes, separações e tragédias

Publicado em 29/12/2016
Opinião do Bar | Já vai tarde, 2016

2016 não foi nada fácil. Um ano repleto de perdas, tragédias, separações, discriminação, violência e muitos outros acontecimentos negativos. E isso não vale apenas para o Brasil, pois o peso deste ano foi sentido em diversas partes do mundo. Esse é um daqueles anos que dificilmente será esquecido na história.

Após uma campanha marcada por polêmicas, Donald Trump foi eleito como novo presidente dos Estados Unidos. Dilma Rousseff foi afastada do cargo de presidente do Brasil de forma considerada "golpista". A Colômbia assinou um acordo de paz com as Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc) e causou revolta em parte da população. Mudando o rumo da geopolítica mundial, os britânicos optaram pelo desligamento da União Europeia.

Muitas foram as manifestações de intolerância que ocorreram neste ano, como o ataque terrorista na boate gay Pulse, em Orlando, que deixou 50 mortos e 53 feridos. O ocorrido foi considerado o pior episódio com armas de fogo da história dos Estados Unidos. Outro caso recente que chocou o Brasil foram dois homens que espancaram até a morte o vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas, de 54 anos, em uma estação de metrô em São Paulo, apenas porque ele tentou defender um homossexual que estava sendo agredido pelos dois homens.

Um ano com tragédias aéreas impressionantes como a queda do avião com os jogadores do Chapecoense, que deixou 71 mortos na Colômbia, ou a do helicóptero que caiu em São Lourenço da Serra, em São Paulo, quando levava a noiva Rosemeire do Nascimento Silva para seu casamento. Ela, o irmão, a fotógrafa (grávida de seis meses) e o piloto morreram.

Ao longo de 2016 muitos artistas morreram também. O cantor George Michael deixou o público no dia do Natal, aos 53 anos. Na mesma semana, dois atores não resistiram a ataques cardíacos. Ricky Harris, que interpretou Malvo em Todo Mundo Odeia o Chris, morreu aos 54 anos, e Carrie Fischer, a icônica Princesa Leia, de Star Wars, faleceu no último dia 27, aos 60 anos. E antes de finalizar este texto, sua mãe, Debbie Reynolds faleceu aos 84 anos, um dia após a morte da filha. 

O ator brasileiro Domingos Montagner também deixou o país em choque ao morrer por asfixia mecânica após afogamento enquanto mergulhava no Rio São Francisco, em Sergipe, nos intervalos de gravação da novela Velho Chico. Integrante da mesma novela, Umberto Magnani sofreu um AVC e faleceu aos 75 anos.

A extravagante atriz Elke Maravilha após um mês internada, faleceu aos 71 anos por falência múltipla dos órgãos. O intérprete do querido professor Girafales de Chaves, Rubén Aguirre, morreu aos 82 anos, vítima de pneumonia. O comediante Shaolin, após cinco anos e meio em coma, devido a um gravíssimo acidente de carro, faleceu aos 44 anos. 

O universo da música também teve grandes perdas no Brasil e no exterior. Cauby Peixoto, dono da famosa canção Conceição, faleceu em decorrência de uma pneumonia, aos 85 anos. A cantora Christina Grimmie, conhecida por sua participação no The Voice da televisão americana, foi morta a tiros, aos 22 anos. David Bowie, Prince e Billy Paul também deixaram saudades este ano.

O líder da Revolução Cubana de 1959, Fidel Castro, faleceu aos 90 anos. Apesar de sua morte não implicar em consequências imediatas, já que o futuro do país se encontrava nas mãos de seu irmão Raúl Castro, o fato não deixou de ser um momento histórico para a relação da ilha com o mundo.

O conturbado ano também atingiu os relacionamentos. Muitos casais se separaram, entre anônimos e famosos, os destaques foram para pares emblemáticos como Angelina Jolie e Brad Pitt, e William Bonner e Fátima Bernardes, que deixaram todos boquiabertos e incrédulos com a situação.

A Guerra da Síria, que completa longos e trágicos cinco anos, teve neste ano a cidade de Aleppo como a protagonista. Localizado no norte do país, o local vive dias intensos de conflito. Antes seu principal centro econômico, agora está praticamente destruída e a população sofre com escassez e com a violência da guerra.

Sem dúvida, foi um ano muito duro para todos. Toda semana um acontecimento deixou todos refletindo sobre a vida e os porquês, e aparentemente será assim até as 23h59 do dia 31. Espero que muito do que aconteceu sirva de lição e aprendizado, e permita que o mundo reveja conceitos e princípios e tente fazer melhor em 2017.

Muitos outros eventos não foram citados, senão este texto ficaria gigantesco. Essa foi só uma amostra para tentar explicar porque o mundo está com o mesmo pensamento: "Já vai tarde, 2016".

Por Natália Lins