Nova primeira-ministra da Islândia é feminista

Katrín Jakobsdóttir, do Esquerda Verde, luta pela igualdade de gênero

Publicado em 04/12/2017
Katrín Jakobsdóttir sorrindo

Katrín Jakobsdóttir, do movimento Esquerda Verde, foi eleita como a nova primeira-ministra da Islândia na última quinta-feira (30). Aos 41 anos, mãe de três filhos, Katrín se tornou a segunda mulher a comandar o país europeu - a primeira foi Jóhanna Sigurðardóttir -, que tem um dos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) mais altos do mundo.

Feminista, com um histórico de luta pela igualdade de gênero e pela distribuição de renda, ela também é contra o porte de armas. Uma de suas principais propostas é expandir o sistema público de saúde do país.

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Entre 2009 e 2013 ela atuou como ministra da Educação e Cultura, e foi uma das principais responsáveis pela recuperação da economia do país após a crise econômica mundial de 2008. O feito foi conquistado com sua aposta na geração de renda através da arte, educação e cultura. Segundo o portal da revista Fórum, a cultura passou a ser a principal fonte de renda dos islandeses. Seus incentivos à categoria fizeram com que a Islândia se tornasse uma das principais exportadoras de ilustrações para videogames.

O país ainda é conhecido por oferecer um estado de bem-estar social sem recorrer aos métodos do mercado. A Islândia não tem exército e desde 2009 não possui restaurante da rede McDonald’s, além de ser o primeiro do mundo a obrigar as empresas a pagar salários iguais para homens e mulheres.

No último dia 2 de novembro foi divulgado o Global Gender Gap Report 2017, relatório anual produzido pelo Fórum Econômico Mundial, que avalia o panorama da igualdade entre homens e mulheres em 144 países com base em quatro pilares: Participação Econômica e Oportunidade, Acesso à Educação, Saúde e Sobrevivência e Empoderamento Político. Pela nona vez consecutiva, a Islândia é o que oferece as melhores oportunidades de vida para mulheres.

Foto: Reprodução/Facebook