Norueguesa entra para a história em premiação do futebol

Ada Hegerberg venceu o troféu individual mais icônico da modalidade

Publicado em 04/12/2018
Ada Hegerberg com o troféu Bola de Ouro em Paris

Esta segunda-feira (3) foi um dia histórico para o futebol feminino, e Ada Hegerberg a grande protagonista. A norueguesa se tornou a primeira vencedora do icônico Bola de Ouro, que, pela primeira vez desde sua criação, em 1956, laureou também as mulheres. Promovida pela revista France Football, com votação realizada por jornalistas esportivos, a premiação elege o melhor atleta da temporada da modalidade.
 
Aos 23, a atacante do Lyon (França) teve um ano fabuloso, ajudando a sua equipe a conquistar a Champions League (mais importante torneio interclubes do mundo) pela terceira vez consecutiva, com direito a recorde de gols, 15.

Ela somou 136 pontos, ficando à frente da dinamarquesa Pernille Harder (Wolfsburg), com 130, e da alemã e companheira de time Dzsenifer Marozsan, que conquistou 86. A brasileira Marta (Orlando Pride) terminou na 4ª posição, com 77.

Ao receber o prêmio, no Grand Palais, em Paris, a jovem reforçou a importância do momento para todas as mulheres e incentivou a busca pelos sonhos. “É um grande momento para o futebol feminino. Queria encerrar esse discurso com uma mensagem para todas as garotas do mundo: acreditem em vocês”.

Em entrevista à Associated Press após receber o troféu, ela reforçou ainda mais a sua luta pelo respeito às mulheres no futebol ao afirmar que não tem planos de voltar a atuar pela seleção norueguesa, pela qual não joga desde 2017 como protesto pela falta de respeito da respectiva confederação com as atletas. 

“Muitas coisas ainda precisam ser feitas para melhorar as condições para as mulheres que jogam futebol – não creio que haja respeito. Às vezes, temos que tomar decisões difíceis para nos mantermos fiéis a quem somos”, disse.

Apesar de toda a festa, um momento extremamente desagradável também marcou a noite, e aconteceu quando o DJ francês e co-apresentador da cerimônia, Martin Solveig, perguntou se Ada, ainda em cima do palco, sabia fazer o twerk (rebolar). Com muita classe, ela simplesmente respondeu que não, e se retirou. 

Capa: Ivar Waage Johansen/Divulgação