França desponta na luta contra o abuso sexual

Presidente do país quer investir em leis e educação que começa no berçário

Publicado em 27/11/2017
Mulher de costas na rua

O presidente da França Emmanuel Macron anunciou neste sábado (25), como um grande objetivo de seu mandato, um projeto que visa a luta contra o abuso sexual e a igualdade entre mulheres e homens. 

Segundo informações do site El País, Macron lançou uma “batalha cultural” para mudar mentalidades e comportamentos em uma sociedade “doente pelo sexismo”. As medidas, que vão virar lei, englobam ações no sistema educativo infantil e um reforço repressivo contra o assédio.

É essencial que a vergonha mude de lado, que os criminosos da vida cotidiana que assediam, difamam, tocam, agridem nunca mais sejam perdoados, mas identificados, vilipendiados, levados à justiça, condenados com toda a firmeza necessária, sem complacência, sem desculpas, porque está em jogo nosso pacto republicano e a França não deve voltar a ser um país no qual as mulheres tenham medo”, disse Macron.

O presidente francês propõe o aumento do orçamento para combater as desigualdades e um nova abordagem na educação que vai começar no berçário, além de regulamentar o acesso a videogames com conteúdo misógino, pornografia na internet e estabelecer métodos para enfrentar o assédio nas redes sociais. 

Outra medida é a criação de unidades especializadas nos hospitais e nas delegacias de polícia para facilitar a rápida coleta de provas. Assim como transformar em crime de ultraje sexista quando homens cometem assédio na rua - o que poderia ser punido imediatamente com uma multa dissuasiva. A fiscalização será acompanhada por uma generalização das câmeras no transporte público.

E se o Parlamento aprovar o plano do presidente, a pena de crimes sexuais contra menores também vai sofrer modificações, de 20 para 30 anos. Algumas dessas medidas já estavam nos planos da ministra de Igualdade de Gênero da França Marlène Schiappa (leia aqui). 

Foto: Pixabay