Confira 3 TEDs para inspirar a luta feminista em 2018

Mulheres que estão colocando a teoria na prática

Publicado em 27/12/2017
Courtney Martin no TEDx Woman

No início deste mês, a Merriam-Webster anunciou que a palavra do ano de 2017 é o feminismo. Isso porque os últimos 12 meses foram marcados por diversos "momentos-chave": como a Marcha das Mulheres, que iniciou o ano com mais de 2 milhões de mulheres protestando contra o presidente dos Estados Unidos Donald Trump; a perpetuação das denúncias de assédio sexual contra homens poderosos de Hollywood; o destaque do movimento #MeToo e o protagonismo feminino no universo do entretenimento, como na série The Handmaid's Tale e no filme Mulher-Maravilha.

Neste ano, no Brasil, as denúncias de abuso sexual também dominaram a mídia. A bomba caiu nos bastidores da emissora Globo, quando a figurinista Susllem Meneguzzi denunciou José Mayer. O caso impulsionou a campanha Mexeu com uma, mexeu com todas. Esse ano também foi lançado o documentário  Primavera das Mulheres, que conta a história da ascensão recente do feminismo no Brasil

Para inspirar o ativismo ainda mais consciente em 2018, o Bar de Batom elegeu três TEDWomen que abordam o feminismo além da ideia de igualdade de gênero e críticas sobre o patriarcado. São mulheres que estão tomando decisões estratégicas para lutar por direitos, encontrando formas de acabar com a diferença de gênero nas liderança e buscando alternativas para diminuir as desigualdades econômicas, sociais, raciais e culturais no mundo. Confira:

O que significa ser uma feminista no século XXI? Em sua primeira conversa no TEDWomen, Courtney Martin admite que, quando era mais nova, não reivindicava o rótulo feminista, porque o símbolo lembrava demais a sua mãe hippie e, consequentemente, uma ideia desatualizada do que significa ser feminista. Contudo, na faculdade, ela mudou de ideia. Enquanto sua mãe falava sobre o patriarcado, Courtney fala sobre a interseção de assuntos, nos quais questões como imigração e racismo também fazem parte da equação. 

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Alaa Murabit defende a participação das mulheres nos processos de paz e na mediação de conflitos. Como uma jovem muçulmana, ela se orgulha de sua fé. Contudo, quando era adolescente, percebeu que sua religião (como a maioria das outras) era dominada por homens, que controlavam a mensagem e as políticas criadas a favor de seus próprios benefícios. "Até que possamos mudar completamente o sistema, não podemos esperar a participação feminina na economia e política". No vídeo, ela também fala sobre o trabalho que fez na Líbia para promover os direitos das mulheres no país.

"A igualdade não acontecerá a menos que as mulheres estejam na posição de poder", afirma a comediante e  ativista britânica Sandi Toksvig. Com bastante humor e perspicácia, Sandi conta a história de como ajudou a criar um novo partido político na Grã-Bretanha, o Partido da Igualdade das Mulheres. Agora, ela espera que as pessoas de todo o mundo copiem a iniciativa e se mobilizem em prol da igualdade de gênero.

Foto: Divulgação/ TEDWoman Courtney Martin