'Calcinha absorvente' é criada por marca americana

Modelo retém até 5 colheres de chá ou 2 absorventes internos médios

Publicado em 11/11/2016
'Calcinha absorvente' é criada por marca americana

Diga adeus aos absorventes e coletores menstruais. Roupa íntima como mecanismo de “proteção” é o futuro do bem-estar feminino. A marca americana Thinx lança a primeira "calcinha absorvente" do mundo. A iniciativa partiu de três amigas, Miki, Radha e Antonia, que conhecem muito bem a expressão "pega de surpresa".

A partir de um incidente, elas começaram a pesquisar a respeito de calcinhas capazes de conter o fluxo e à prova de manchas. Mas até então, nada assim existia no mercado.

Foram necessários três anos de pesquisa em tecnologia e design para construir uma calcinha superpoderosa, composta por quatro camadas: a primeira garante que a pele fique seca; a segunda mata germes e bactérias; a terceira retém o líquido e a quarta impede vazamentos.

É mesmo seguro?

Depende do modelo da peça - atualmente são três. O maior deles é capaz de reter até cinco colheres de chá, o equivalente a dois absorventes internos médios. Mas, às mulheres que têm fluxo intenso recomenda-se o uso combinado de um coletor menstrual ou absorvente interno.

Se a sua preocupação é a saúde íntima, fique tranquila. De acordo com a marca, a segunda camada de tecido recebe um tratamento à base de prata para anular germes e bactérias.

São reutilizáveis?

A boa notícia é que a peça pode ser utilizada várias vezes. É só seguir as instruções de uso. Enxágue a calcinha individualmente, lave na máquina com água fria e deixe-a pendurada para secar. Assim você poderá usá-la até dois anos.

Fazendo o bem

A Thinx, juntamente com a AFRIpads, vem produzindo absorventes acessíveis e reutilizáveis para mulheres africanas. De acordo com a organização, 1 em cada 10 garotas africanas chegam a abandonar a escola por causa da menstruação.

Atualmente as calcinhas absorventes são vendidas apenas no site da marca, mas eles fazem entregas fora dos Estados Unidos (inclusive no Brasil!). Parte da renda da Thinx é destinada para a instituição africana.

Foto: Divulgação