Brasileiras criam calcinha absorvente reutilizável

Herself substitui até quatro absorventes por cada vez de uso

Publicado em 30/08/2017
Brasileiras criam calcinha absorvente reutilizável

No ano passado, uma marca dos Estados Unidos passou a confeccionar um produto até então inédito no mundo, a calcinha absorvente. A novidade agora é que estudantes de Porto Alegre acabaram de lançar um modelo semelhante, com tecnologia 100% brasileira, a Herself.

As cabeças por trás do lançamento são todas femininas, mais especificamente as alunas de engenharia química da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Raíssa Assmann Kist e Nicole Zangonel, com o apoio da estudante de história Francieli Bittencourt.

Juntas, elas desenvolveram os modelos Frida, para fluxo intenso de menstruação, e Ceci, para fluxo leve. Confeccionadas em algodão e renda e com três camadas de materiais - que retêm o sangue e mantêm o toque seco, com ação anti-bacteriana -, as peças equivalem ao uso de quatro e um absorvente, respectivamente. 

A ideia do produto é unir segurança e conforto às mulheres, pois as calcinhas não causam alergias e são mais compactas para meninas com deficiência física e praticantes de esportes.

Brasileiras criam calcinha absorvente reutilizável
Brasileiras criam calcinha absorvente reutilizável

A sustentabilidade também não fica de fora, uma vez que as peças são laváveis e reutilizáveis por até dois anos. Para higienizar, é preciso deixar a calcinha absorvente durante dez minutos em água morna e, depois, lavar normalmente, inclusive na máquina.

Para chegar a todas essas qualidades, as mulheres que experimentaram as calcinhas foram ouvidas pelas estudantes. Ao todo, foram testados cinco protótipos diferentes até chegar à versão que está em pré-venda no Catarse desde a última quinta-feira (24). 

A expectativa das garotas é arrecadar pelo menos R$ 30 mil por meio do financiamento coletivo para fazer a primeira produção oficial da Herself e colocá-la à venda. O produto deve chegar ao mercado por R$ 75 a unidade.

Fotos: Divulgação/Facebook