Artistas feministas celebram a anatomia das mulheres

Camisetas, acessórios e moda praia feministas levadas a sério

Publicado em 02/08/2018
uma mulher no centro com uma camiseta com ilustração de seio..e várias outras mulheres atrás

Desfilar uma camiseta feminista acabou se tornando moda. Diversas marcas - nem sempre galgadas na luta - estão produzindo peças que acabam se popularizando só pela aparência. Por outro lado, artistas e designers envolvidos no movimento estão produzindo objetos de arte, acessórios e roupas, elevando a anatomia feminina e fornecendo um discurso sério.

Alguns desses produtos também contribuem não só para alavancar o tema, mas também estão ligados às organizações que protegem os direitos das mulheres.

Confira alguns nomes para seguir já:

Teta & Teta

A marca é um projeto de Mary Rufilanchas, que tem como objetivo provocar um diálogo com a sociedade, e principalmente com os homens, a respeito do feminismo. As suas camisetas, acessórios e moda praia são produzidas na Espanha e em Portugal. "Não se trata de expor os seus seios ou mamilos, é sobre liberdade, sobre acabar com a censura e os estereótipos. Liberar o mamilo é estar livre de muitas crenças complexas e, sobretudo, da pressão de estar no cânone da beleza", explica Mary, em entrevista à Vogue Espanha.

Ovários

O projeto Ovários (de Nova York, EUA) das designers Delfina Balda e Patricia Iglesias pretende dar visibilidade ao sistema reprodutor feminino como símbolo de poder. "Quando visitei Patricia em seu estúdio em Williamsburg, vi que uma parede inteira estava coberta de pinturas ovarianas abstratas, senti sua força selvagem, bela e poderosa, e começamos a falar sobre como transmitir essa energia para uma coleção", lembra Delfina em entrevista à Vogue. Uma porcentagem das vendas de suas camisetas vai para o Círculo de Saúde, uma ONG com sede em Austin, nos Estados Unidos, que trabalha para atender mulheres e crianças em situações de emergência.

Empoderadas

No Brasil, a designer Maria Thereza, do Rio de Janeiro, decidiu mostrar a beleza dos seios femininos e promover a aceitação do corpo. Foi assim que nasceu a Empoderadas. "Resolvi bordar seios porque sempre tive muitas questões relacionadas aos meus seios pequenos, por simplesmente amar a forma como eles são! Sim, ter peitos pequenos vivendo numa cultura onde muitas vezes você escuta (tanto de homens e principalmente mulheres) 'nossa, você não tem nada', 'é reta, coitada', 'mulher tem que ter peito', e não apenas aceitar, mas se orgulhar deles, é um ato de resistência. Dessa forma, bordei o quanto eles existiam e como eu sou orgulhosa deles", contou ao Bar de Batom

Foto: Divulgação/Teta&Tetas