Agosto Dourado: saiba os benefícios do aleitamento materno

Prática traz qualidade de vida para o bebê e previne câncer de mama

Publicado em 29/07/2018
mulher negra amamentando o seu filho

O mês de agosto é dedicado à conscientização sobre o aleitamento materno. Em todo o mundo, apenas 38% das crianças são amamentadas. No Brasil, 41%. Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), a meta global a ser atingida até 2025 é de que pelo menos 50% dos bebês sejam amamentados até o sexto mês de vida. Além de oferecer inúmeros benefícios e qualidade de vida para o bebê, a prática protege a saúde da mulher. 

Segundo o editor científico da Revista Brasileira de Cancerologia, Ronaldo Corrêa, vários estudos realizados nos últimos 30 anos mostram a associação entre a amamentação e a prevenção do câncer de mama. “Existe uma correlação linear entre o tempo da amamentação e o grau de proteção. Ou seja, quanto mais a mulher amamenta e por mais tempo – se ela teve dois, três partos, e nesses partos ela amamentou durante muito tempo – menor o risco, em comparação com mulheres que não tiveram tantos partos e não amamentaram por tanto tempo”, afirma ao site do governo federal.

mulher amamentando

O mecanismo responsável para tal proteção ainda não foi completamente esclarecido, mas existem várias hipóteses para isso. “Tem uma hipótese que afirma que enquanto a mulher amamenta, ela bloqueia os ciclos ovulatórios, diminuindo a sobrecarga hormonal. Ou seja, ela deixa de produzir um quantitativo maior de hormônios femininos nessa fase. Então, isso poderia ser uma explicação plausível, uma vez que grande parte dos casos de câncer de mama sofrem influência dos hormônios femininos”, explica Corrêa.

Outra hipótese seria o fato da maior exfoliação das células dos ductos mamários durante a amamentação e a grande morte programada das células mamárias após a amamentação promoverem a remoção de células com alguma alteração genética.

Mais saúde para o bebê

Além disso, o leite materno possui um importante papel na imunidade dos bebês, pois as células de defesa e fatores anti-infecciosos presentes no líquido são capazes de proteger o organismo do recém-nascido. Dessa forma, a amamentação reduz o risco de obesidade, fortalece a imunidade, diminui os riscos de alergias, combate a anemia e diminui a mortalidade infantil.

Foto: Divulgação/Pixabay