5 músicas brasileiras feministas para colocar na playlist

Feminismo também é o poder em músicas empoderadas

Publicado em 26/03/2018
mulher dançando ouvindo música

O Bar de Batom separou 5 músicas brasileiras para você levantar a voz e a bandeira do feminismo em canções que retratam muito bem como é a realidade das mulheres. Escolhemos cantoras empoderadas que cantam como a luta feminista é importante!

100% Feminista - MC Carol e Karol Conka  

"Mulher oprimida, sem voz, obediente/ Quando eu crescer, eu vou ser diferente"

As grandes feministas do funk e rap brasileiro uniram forças e talentos para abalar com essa música que manda a real de quem viveu a opressão contra as mulheres desde pequena. Com uma letra forte, a canção é quase um desabafo de quem presenciou a agressão física e a submissão de mulheres em lugares pobres. Além do relato poderoso de uma mulher que mudou a crescente de "abaixar a cabeça e aceitar o que mandam", a letra conta ainda com inúmeras referências de mulheres exemplos do feminismo mundial: "Represento Aqualtune, represento Carolina/ Represento Dandara e Xica da Silva/ Represento Nina, Elza, Dona Celestina/ Represento Zeferina, Frida, Dona Brasilina". Praticamente um hino brasileiro de empoderamento feminino!

Triste, Louca ou Má - Francisco Del Hombre

“Que um homem não te define/ Sua casa não te define/ Sua carne não te define/ Você é seu próprio lar”

A música da banda alternativa Francisco Del Hombre é uma canção libertária. Mostra que os enquadramentos que a sociedade impõe para as mulheres devem ser quebrados a fim de libertar essa mulher que "vive aprisionada" e ilustra que se livrar disso classifica essa mulher em "triste, louca ou má". O clipe também é uma aula de empoderamento, gravado em Cuba com o grupo de bailarinas da Danza Voluminosa, e mostra diversas mulheres de diferentes tipos de belezas, como uma manifestação pelo simples desejo de ser.

4 cantoras feministas que estão revolucionando a música

Respeita as minas - Kell Smith

"Respeita as mina/ Toda essa produção não se limita a você"

Da mesma autora do sucesso "Era uma vez", a música retrata o cotidiano de assédio que a mulher moderna enfrenta, com as pequenas atitudes machistas de sempre. A canção veio para (re)afirmar o nosso direito de ir e vir sem ter que passar pelos olhares, cantadas, mexidas na rua e as outras coisas que nós mulheres conhecemos bem."Quero andar sozinha porque a escolha é minha/ Sem ser desrespeitada a cada esquina". E ainda manda um recado para as próximas feministinhas: "Deixem nossas meninas serem super heroínas/ Pra que nasça uma Joana D'arc por dia!".

Maria da Vila Matilde (Porque Se a da Penha é Brava, Imagina a da Vila Matilde - Elza Soares

"Cê vai se arrepender de levantar a mão pra mim!"

Um dos grandes nomes da MPB, Elza Soares manda um recado para as mulheres que passam ou passaram por violência doméstica. Composta por Douglas Germano, a canção foi inspirada pela história pessoal de sua infância. "Sou filho de uma Maria. Eu vi essa Maria, minha mãe, apanhar em casa. Era garoto e podia fazer muito pouco além de sentir muito medo do meu pai e dó de minha mãe", disse Germano em entrevista à Rolling Stone. A música, sob a perspectiva da mulher, mostra quando a mesma resolve chamar a polícia e expulsa esse homem de casa, mostrando os roxos pelo corpo.

Respeita - Ana Cañas

"Meu corpo, minha lei"

Nessa música de Ana Canãs, um dos destaques da nova música brasileira, agora a pauta é assédio e o abuso sexual. Mostra que o corpo da mulher não é público, não importa a situação e nem a desculpa, e que "não" é não. "Diversão é um conceito/ Diferente/ Quando todas/ As partes envolvidas/ Consentem/ (...) Ninguém viu/ Ninguém vê/ Ninguém quer saber/ A dor é sua/ A culpa não é sua/ Mais ninguém vai te dizer/ E o cinismo obtuso/ Daquele cara confuso/ Mas eu vou esclarecer/ Abuso".

Foto: Reprodução/ Pixabay