100 anos do movimento sufragista britânico

Mulheres que lutaram pelo voto são homenageadas na Inglaterra

Publicado em 06/02/2018
Mulheres sufragista reunidas

Nesta terça-feira (6), completa 100 anos a luta das sufragistas pelo direito da mulher votar. Tachadas de "histéricas e selvagens", as britânicas conseguiram que oito milhões de mulheres com mais de 30 anos fossem inscritas nos registros eleitorais, em um cenário mundial em que o sexo feminino tinha poucos direitos e nenhum papel na vida política. 

Para comemorar a data histórica, a Inglaterra realizou eventos culturais ao longo do dia, como a exposição na Trafalgar Square, no centro de Londres, de retratos em tamanho natural das militantes e a inauguração da estátua no Palácio de Westminster da heroína Millicent Fawcett, uma das líderes do movimento.

Entenda o movimento das mulheres sufragistas:

Conhecidas por atos impactantes de violência debatidos até hoje, como se acorrentar às linhas férreas, quebrar vitrines, sabotar a fiação elétrica e, inclusive, detonar uma bomba na casa de um ministro, as sufragistas começaram o seu movimento em 1897, com a criação da National Union of Women's Suffrage Societies - NUWSS (União Nacional das Sociedades de Mulheres Sufragistas). Mas o movimento começou a fazer barulho mesmo na Inglaterra com a criação, em 1903, da Women's Social and Political Union (União Social e Política das Mulheres), pela notória sufragista Emmeline Pankhurst, que foi eleita umas das personalidades mais influentes do século XX pela revista Time. Com isso, o movimento começou a crescer, tomar força e recrutar muitas mulheres que também estavam descontentes com o sistema. Só em 1918 as sufragistas conseguiram uma mudança na lei: as mulheres com mais de 30 anos poderiam votar. Não contentes com isso, afinal, os homens poderiam votar com 21 anos, as sufragistas continuaram a sua luta e conseguiram, dez anos depois, a igualdade no voto.  

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A sufragista Emmeline Pankuhurst

A sufragista Emmeline Pankuhurst na Praça Trafalgar, em Londres.

O movimento inspirou o mundo na luta dos direitos políticos das mulheres: outros países, como a Alemanha, Estados Unidos, Uruguai e França liberaram o voto para as mulheres depois das sufragistas. No Brasil, a ativista Bertha Lutz é uma das caras da luta pelo voto feminino.

Foto: Reprodução